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Seu filho completou 18 anos? Veja o que muda em sua vida
24/08/2006
Jovens condutores
Recebí hoje uma correspondência periódica da Insweb, a maior corretora de seguros virtual do planeta. Nesta edição, eles abordam a entrada dos jovens no mercado segurador automotivo. Vejamos as similaridades entre o que se passa nos EUA, e o que acontece por aquí, quando seu filho atinge a idade necessária para obter sua primeira habilitação.

Imagine o cenário: não apenas a rotina de idas e vindas à escola, mas seu garoto acaba de passar na prova de direção, e está pronto para começar a rodar por aí. Uma ótima notícia, não? Isto significa que não ele precisa mais de sua carona para frequentar a escola, você não precisa mais ajustar seu calendário apertado às intermináveis atividades dele, e talvez seu filhote até lhe ajude nos seus compromissos. Mas ganhar um novo condutor em casa significa apenas boas notícias?

Muitos pais nessa situação não pensam assim. Possivelmente porque isto também significa majoração nos custos dos seguros - você poderá pagar quase o dôbro - haverá mais gente disputando a direção do veículo, e você estará começando a se preocupar sobre que tipo de condutor seu melhor amigo irá se tornar.

Na citada edição, a Insweb focou em dicas de segurança para pais de adolescentes recém habilitados - também aplicáveis aos próprios rebentos. Na próxima edição, irão focar no acesso a tarifas menos elevadas quando da inclusão dos jovens condutores. Eis um resumo, com adaptação às regras brasileiras:

Siga a legislação: se o seu filho possui habilitação provisória, de categoria AB, deve se ater às regras, e não sair por aí dirigindo um caminhão. Minha sugestão: se ele foi autuado por infração gravíssima, não espere o Detran lhe suspender a carta: faça-o você mesmo.

Imponha limites: mesmo que não haja restrições legais, você deve colocar as regras, especialmente no uso noturno do veículo. Nos EUA 54% dos acidentes fatais ocorrem nos finais de semana, e deles, quase a metade ocorre no período das 23:00 às 05:00 horas. Estudos mostram que a presença de outros passageiros adolescentes agrava sobremaneira o risco de acidentes. Minha recomendação: combine com um taxista de sua confiança as idas e vindas das baladas da garotada. Deixe o carro na garagem.

Oriente sobre o uso de celulares: qual outra causa de distração do motorista de hoje? Diversos órgãos têm reportado que mais e mais jovens estão usando celulares enquanto dirigem. Minha dica: evite você mesmo dar continuidade ar uma conversa com seu filho, quando perceber que ele está dirigindo ao atender sua ligação. Peça para ele parar, se fôr importante, ou ligue depois

Converse sobre bebida e direção. O álcool também é um importante fator de risco de acidentes fatais para jovens. Esteja seguro de que seu filho conhece os riscos da direção sob efeito do álcool, e que a tolerância dele no sangue é muito baixa na legislação vigente. Sugiro que você mesmo dê o exemplo: quando sair de um jantar com a família, e beber acima da conta, peça a ele para dirigir, se este não tiver lhe acompanhado na bebida. Do contrário, peça a alguém habilitado na família para fazê-lo. Você é o exemplo a ser seguido.

Escolha um veículo seguro: esteja certo de que você deu a ele um carro cuja concepção privilegia a segurança, em detrimento da performance. Se assegure também de que ele têm consciência da importância do uso do cinto de segurança. Minha percepção a respeito: por quê dar a ele um carro com potência acima de 100 cv, se ele pode ir e vir com outro de 80cv? O novo carro é dele, não seu.

Dê umas voltas com ele: uma outra boa dica é acompanhá-lo periodicamente em percursos. Muitos jovens dirigem de maneira segura nos primeiros meses, e então rapidamente se mostram muito confiantes, deixando de respeitar regras básicas e as leis a cumprir. Se você o acompanha regularmente, poderá observar sua eventual mudança de hábitos, e corrigí-las a tempo. Lembre-se de que acidentes de carro lideram as causas de mortes de jovens entre 15 e 20 anos.

Feitas as adaptações necessárias, esse texto se encaixa muito bem na realidade brasileira, com uma agravante: nossos jovens são frequentemente assaltados, violentados e ameaçados nas ruas, o que torna ainda mais preocupante o uso de veículos pelos nossos filhos. Não bastasse o ímpeto irrascível da garotada, temos a bandidagem à espreita, pronta para aumentar nossa angústia, a cada noite de balada.

Nota: autorizado o uso, desde que indicado o autor e a empresa: Pedro Bento Carlos Neto, em nome de Shelter Corretora de Seguros Ltda.
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